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Matilha Cultural abre programação dedicada ao nordeste com artistas de Alagoas

Os nove estados nordestinos serão contemplados individualmente a cada mês, iniciando o projeto com Alagoas. Na programação, o artista plástico Heway Verçosa apresenta a obra “À lagoas” e nos dias 25 e 26 a casa recebe shows de músicos alagoanos. O Cine Matilha tem filmes e documentários dedicados ao estado, com destaque para o bate-papo com a fotógrafa e diretora Alice Jardim

São Paulo, abril de 2019 – O Nordeste brasileiro é o berço cultural do país, uma vez que foi a primeira região colonizada pelos portugueses ainda no século XVI. Com influência indígena, africana e europeia, costumes e tradições variam de estado para estado, trazendo assim centenas de ritmos musicais, estilos literários, linguagens audiovisuais, entre outras diversas manifestações artísticas. Sendo assim, a Matilha Cultural, a partir de 25 de abril, abre sua programação especial dedicada ao Nordeste ao longo dos próximos nove meses. A cada trinta dias, um estado é homenageado, iniciando a campanha com Alagoas. O projeto tem curadoria de Lili Buarque e Larissa Lisboa.

Dentro da programação o público pode encontrar intervenções visuais, dedicadas ao cinema, música, literatura, dança, entre outros. A estreante Alagoas abre o especial com a obra “À lagoas” do artista local Heway Verçosa, de 29 anos. Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Alagoas, já se destacou em diversas exposições individuais, como a “Entre Aspas” (SESC-AL, 2013) e “ser ISTO” (Pinacoteca Universitária da UFAL, 2015). Heway também fez participação no livro “Graciliano Arte 2016/17 – Imprensa Oficial Graciliano Ramos”. A pintura de Haway fica exposta na Matilha Cultural até o dia 5 de maio.

Ainda na quinta-feira, 25, o coletivo de artistas alagoanos Sururu Music se apresenta a partir das 18h. Com o objetivo de divulgar e difundir a cultura local por meio da música, dança, teatro, culinária e artes plásticas, subirão ao palco da Matilha Cultural o baixista e violinista Fernando Nunes, o trompetista e cantor Natan Oliveira, as intérpretes Negra Cinthia e Desa, e os percussionistas Rafael Coelho e China. Já na sexta-feira, dia 26, a partir das 20h, acontece o show do trio de forró alagoano Pés em Casa. Liderado pela compositora e cantora Fernanda Guimarães, o grupo explora as diversas batidas que norteiam o forró, com influências do jazz e música popular brasileira.

Também em ambos os dias o público pode conferir no Cine Matilha diversos filmes e documentários produzidos em Alagoas. No dia 26, acontece um bate-papo com a diretora e fotógrafa Alice Jardim após as exibições de seus projetos audiovisuais “Em Obra”, “Todavia”, “Diluída”, “Criatura”, “Zoé”, “Maré Viva” e “Entre Céus”.

A curadora Larissa Lisboa é jornalista graduada pela Universidade Federal de Alagoas e especialista em Tecnologias Web para negócios pela Fejal – CESMAC. Idealizadora e gestora do site Alagoar (www.alagoar.com.br), atualmente é analista em cultura audiovisual do SESC Alagoas. Já Lili Buarque, nascida em Maceió, tem carreira na região como cantora, compositora e produtora cultural. Bacharelada em Direito, busca nas artes dar vazão à sua criatividade e poesia. Seu primeiro disco, “Sereno”, foi produzido por Dinho Zampier (Figueroas) e contou com participações de Wado, Luiz de Assis e Paulo Franco, tendo entre suas conquistas uma pré-indicação ao Prêmio da Música Brasileira em 2016. Como agitadora cultural, é produtora do artista Wado e outras bandas de Alagoas, e criou o Festival Carambola em Maceió, que contou já com três edições (2017, 2018 e 2019).

Programação Completa

25 de abril
2

20h – Show com Sururu Music

Coletivo de artistas alagoanos que visa divulgar e difundir a cultura local por meio da música, dança, teatro, culinária e artes plásticas. Neste dia, o coletivo será representado pelo baixista/violonista Fernando Nunes, o trompetista e cantor Natan Oliveira, as cantoras Negra Cinthia e Desa e o percussionista Rafael Coelho.

18h – CINE ALAGOAS (PROGRAMA 1)
Duração: 70 minutos. Classificação indicativa: 12 anos

PARTEIRAS (Direção: Arilene de Castro) 

SINOPSE: Este documentário é parte integrante do Inventário de Saberes e Fazeres da Pessoa Idosa do Campo de Alagoas, que se propõe a criar ferramentas de registro, proteção e transmissão do conhecimento tradicional sustentado por sábios (as) especialistas da Produção Artesanal, Gastronomia Popular, Farmacopeia e Parteria Tradicional no Agreste e Sertão alagoanos. Filmado em Coité do Noiá, Arapiraca, Olho D?água Grande, Minador do Negrão, São Sebastião, Igaci, Palmeira dos Índios, Major Izidoro e Jaramataia.

CORAÇÃO SEM FREIO (Direção: Cris da Silva e Hallana Lamenha) 

SINOPSE: Débora não tem freio no coração.

EU ME PREOCUPO (Direção: Paulo Silver)

SINOPSE: Após a morte do marido, Jande tenta reconstruir sua vida. Paulo, seu filho, procura entender a direção que as coisas tomaram.

TERESA

SINOPSE: A vida de uma jovem Performer entra em conflito quando ela é convidada para interpretar Santa Teresa D’Ávila em um filme.21h30 – Bate papo com a diretora  e fotógrafa Alice Jardim

26 de abril

20h – Show de Pés em Casa

Trio de forró 100% alagoano liderado por Fernanda Guimarães. Exploram as diversas batidas que norteiam o forró. O recente disco “Pés Em Casa” tem uma pegada mais cosmopolita, que beira as influências do jazz e música popular brasileira, aliando essa cultura diversa ao tradicional pé de serra, estilo tão genuinamente nordestino.

20h30 – CINE ALAGOAS (PROGRAMA 2)

Duração: 55 min Classificação Indicativa: Livre

EM OBRA  (Alice Jardim) 

SINOPSE: Como se constrói um olhar?

TODAVIA (Alice Jardim)

SINOPSE: Entre vias e transformações, um organismo vivo. A cidade a partir de outro olhar ? cenas urbanas triviais ? delineando geometrias imaginárias que entrelaçam fluxos reais.

DILUÍDA  (Alice Jardim)

SINOPSE: A cidade transborda em miragens de luz.

CRIATURA (Nivaldo Vasconcelos, Alice Jardim)

SINOPSE: As amarras invisíveis se derretem e a mulher está pronta para a metamorfose.

ZOÉ  (Alice Jardim)

SINOPSE: Dançar a dança da cidade é propor discutir ou simplesmente sentir a beleza que se esconde por trás das sombras, do tráfego do trânsito, do barulho que se faz música, do vento que dança nas saias, nos cabelos, nas árvores e dentro da gente.

MARÉ VIVA ( Alice Jardim e Lis Paim)

SINOPSE: Não há em mim a cidade onde tantos homens nadam. Só maré enquanto a persigo. Um filme para Maceió.

ENTRE CÉUS (Alice Jardim )

SINOPSE: Ver a olho de pássaro, do alto, mas também ver o detalhe. A ambição de estender ao máximo a capacidade de observar acompanha a Idade do Ouro dos holandeses. O que ocorre quando olham outras terras e outro mar, vastíssimos, ao oposto da terra natal?

21h30 – Bate papo com a diretora  e fotógrafa Alice Jardim

Assista “Quebra-Queixo” dirigido por Ricardo Costa e estrelando RAPadura

Com roteiro e direção de Ricardo Costa e José Simonetti e formato de trailer de um longa-metragem. As gravações foram realizadas no sertão da Paraiba, contemplando a natureza selvagem daquela região. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
A obra instiga o espectador à reflexão da dicotomia das relações sociais, baseado na letra do single que traz questionamentos ao consumismo e as diferenças sociais.
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O single faz parte do novo disco de RAPadura que já foi lançado nas plataformas digitais com produção de Carlos Cachaça e produção executiva de William Gil Aka Zulu

Nascido em Lagoa Seca, vila em Fortaleza – CE, Francisco Igor Almeida dos Santos aka Rapadura, 34 anos, teve contato com a cultura e realidade desigual do nordeste desde cedo. Ainda criança, acompanhava a mãe para os eventos musicais que aconteciam no centro da capital cearense, com raiz em cirandas e ritmos típicos, e o pai nas apresentações de sua dupla de brega: Francisco Luiz e Zé Robo. Mas foi aos treze anos, ao se mudar para o Distrito Federal com a família, que passou a ter contato com o universo do hip-hop e perceber as similaridades e possibilidades do estilo musical norte-americano com o repente, a arte de poesia improvisada brasileira.

Com facilidade e apreciação por filosofia e redação, aos 14 anos passou a escrever poesias. Mas foi com o break que iniciou sua história com rap nacional, acompanhando um vizinho que o levava para os eventos da cena. Inspirado por Câmbio Negro, Thaíde, DJ HUM, começou a fazer suas primeiras rimas. Na capital do país, foi backing vocal de G.O.G por cinco anos. Em 2008 foi lançada a mixtape “Amor Popular”, feita por fãs a partir de músicas soltas do artistas que estavam na internet. Em 2009 produziu, também de maneira independente, o EP “Fita Embolada do Engenho”, que teve muita repercussão com o sucesso “Norte Nordeste Me Veste”.

Artista independente por 21 anos, produziu, gravou e criou todos os detalhes do álbum. Um dos primeiros artistas nordestinos a produzir rap e, unir ao estilo que usa batidas e letras de protesto a tradicional cultura nordestina, como sua forma inédita de guerrilha e protesto. O estilo original chamou atenção de diversos músicos e profissionais do mercado fonográfico. Rapadura já se apresentou ao lado de Lenine, Criolo, Rashid, gravou uma participação no acústico do O Rappa, entre outros. Em 2012 conheceu Carlos Cachaça através da produtora Carol Monte, que foi jurada de um festival no Rio de Janeiro em que Rapadura estava presente. A parceria com Cachaça rendeu no single “Quebra-Queixo” e, também, no disco que será lançado em breve.

Como um trailer de um filme, a equipe da Matilha Cultural e Selo Matilha gravou “Quebra-Queixo” em um esquecido lugar histórico do Brasil, a desconhecida dos livros didáticos, Vila de Picotes, em São Mamede – município da Paraíba que foi caminho para tropeiros com destino ao litoral no século XVII. A cidade, muito explorada pelo cinema e publicidade, se tornou queridinha aos olhos de diretores e fotógrafos, como, por exemplo, na ambientação do filme “Cinema, Aspirina e Urubu” (Marcelo Gomes).

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA A 5a CHAMADA PÚBLICA DE CINEMA INDEPENDENTE DO CINE MATILHA

Está aberta a chamada pública para seleção de filmes independentes do Cine Matilha, em mostra a ser realizada no segundo semestre de 2019.

O evento que chega este ano à sua 5ª edição, já apresentou ao público centenas de filmes independentes. Foram 109 títulos apenas em 2018, contando com curtas, médias e longas-metragens, incluindo obras de ficção e documentários produzidos por todo o Brasil.

O projeto vem dando oportunidade aos produtores independentes exibirem suas obras, e este ano não será diferente. Além da mostra, prevista para acontecer em agosto de 2019, as obras selecionadas que forem autorizadas por seus produtores, poderão ser integradas ao acervo do Cine Matilha e serem exibidas em sua programação.

As inscrições são gratuitas e estão abertas de 04 de fevereiro até 30 de abril de 2019. Serão aceitas obras produzidas por cineastas brasileiros de todos os gêneros e durações. Houve uma alteração na maneira como a obra será enviada para exibição, mudança sugerida por muitos participantes nas edições anteriores. Este ano o envio passa a ser através de links, sem a necessidade do envio da mídia física. O regulamento completo com todos os detalhes está disponível no link abaixo:

Regulamento: https://docs.google.com/…/1A8PIDqWZlzc_lmrVAm8kIjzetl…/edit…

Ficha de inscrição: http://goo.gl/forms/dx6Y6KG0MI

Para acompanhar as novidades sobre a Chamada Pública de Cinema, acompanhem as redes sociais do Cine Matilha:

Facebook: https://www.facebook.com/cinematilha/
Instagram: https://www.instagram.com/cinematilha/

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