Funcionamento de terça a domingo #MatilhaCultural contato@matilhacultural.com.br

Depois da adoção de cachorro?

Em primeiro lugar, bem-vindo ao grupo de mães e pais de cachorro! Agora que você tem um filho, mesmo que de quatro patas, precisa pensar nos cuidados de que ele precisa. E é preciso ser muito responsável com isso. Muitas doenças graves, como cinomose e doença do carrapato, podem ser prevenidas com medidas simples.

Cães adotados em ONGs ou em um Centro de Controle de Zoonoses, em geral, são castrados, vacinados e vermifugados. Isso já é muito importante. Garanta que é o caso do seu peludo e, se não for, visite logo um veterinário para consultá-lo sobre esses três pontos fundamentais.

Primeiros dias

Os primeiros dias em uma nova casa podem ser desafiadores para um cachorro adotado. Ele vai precisar se adaptar a novas pessoas (talvez até a novos irmãos peludos!) e a um ambiente completamente diferente. Por isso é tão importante compreender caso aconteça um estranhamento ou ele chore, fique assustado ou agressivo.

Ao adotar um cachorro, tente deixá-lo o mais livre possível para que comece a se sentir confortável. Ele pode fazer xixi ou cocô no lugar errado ou não se comportar perfeitamente nos primeiros dias, mas é preciso ter paciência. Aos poucos e com a sua ajuda, ele vai aprender e tudo vai ficar mais simples.

Certifique-se de que sua casa está equipada com todo o necessário antes da adoção de cachorro. Veja o que é preciso comprar para que ele se alimente, faça exercícios e fique confortável para dormir e brincar.

Domingo dia 03/03

Depois de um período inicial de adaptação do seu cachorro adotado, é importante começar a pensar em temas como adestramento e exercícios regulares. Você pode começar ensinando truques básicos em casa mesmo, como a sentar, dar a pata e deitar e, se sentir necessidade, procurar a ajuda de um profissional para tarefas mais complexas.

Lembre-se de que, após a adoção de cachorro, você precisa proporcionar atividades regulares para garantir o bem-estar físico e mental do peludo. Os benefícios do passeio são inúmeros, especialmente para cães não tão dóceis e muito agitados. Se não tiver tempo para sair por aí com ele, considere contratar um dog walker para fazer isso por você. Acredite: isso pode poupar muitos móveis roídos!

Devo adotar outro cachorro?

Tenha em mente ainda que, com dois cães, a responsabilidade dobra. E os gastos também. Portanto, pergunte-se algumas coisas antes da adoção de cachorro para ajudar a tomar a decisão. As mesmas perguntas de antes valem, mas a resposta precisa ser ainda mais cuidadosa.

Afinal, você até pode ter tempo e espaço para ter dois cães em casa, mas tem realmente a disposição para dar conta de todas as suas necessidades? Se eles ficarem doentes e precisarem de um tratamento, você precisa ter uma verba guardada ou dar conta de pagar.

Se, mesmo pensando bem, você chegar à conclusão que é possível, pode comemorar. Receber em dobro o amor que os focinhos gelados podem dar vai deixar sua vida muito mais feliz.

Existe uma diferença entre adotar dois cães juntos e adotar um novo cachorro depois de já ter um pet. Se você faz a adoção deles ao mesmo tempo, eles provavelmente se conhecem e convivem bem – é fundamental considerar isso antes da adoção de cachorro para evitar problemas.

Mas, caso você já tenha um peludo e queira adotar outro, saiba que pode ser um pouco trabalhoso no início, mas é possível torná-los amigos e viver em paz (o mesmo com cães adotados e gatos). Existem alguns cuidados que fazem a diferença. Veja quais são:

Apresente-os antes de adotar um cachorro

Se for possível, leve seu dog para conhecer o cachorro que pretende adotar. Então, veja como eles reagem ao se encontrarem. Pode ser que não seja amor à primeira vista, mas se eles parecerem se entender, pode ser o início de uma grande amizade. Porém, se o resultado for uma briga, talvez você deva pensar melhor.

Veja como adotar

No Brasil, embora não haja uma estatística oficial, o número de animais simplesmente “jogados fora” e abandonados à própria sorte pode chegar a 20 milhões.

É triste e, ao mesmo tempo, inacreditável que muitas pessoas ainda preferem comprar um cãozinho ou um gatinho, de criadores ou online (que utilizam suas “matrizes” [fêmeas] como ferramentas para ganhar dinheiro), com tantos animais precisando ser adotados, precisando de um lar.

Se entendermos que animais não são mercadorias, mas seres capazes de sentimento, que têm necessidades de amar e de serem amados, concordaremos que não há sentido em se comprar animais. Comprando um animal, você estará incentivando um comércio muito injusto, o comércio de seres vivos. Lembre-se que só haverá vendedor se houver comprador.