Matilha Cultural abre programação dedicada ao nordeste com artistas de Alagoas

Os nove estados nordestinos serão contemplados individualmente a cada mês, iniciando o projeto com Alagoas. Na programação, o artista plástico Heway Verçosa apresenta a obra “À lagoas” e nos dias 25 e 26 a casa recebe shows de músicos alagoanos. O Cine Matilha tem filmes e documentários dedicados ao estado, com destaque para o bate-papo com a fotógrafa e diretora Alice Jardim

São Paulo, abril de 2019 – O Nordeste brasileiro é o berço cultural do país, uma vez que foi a primeira região colonizada pelos portugueses ainda no século XVI. Com influência indígena, africana e europeia, costumes e tradições variam de estado para estado, trazendo assim centenas de ritmos musicais, estilos literários, linguagens audiovisuais, entre outras diversas manifestações artísticas. Sendo assim, a Matilha Cultural, a partir de 25 de abril, abre sua programação especial dedicada ao Nordeste ao longo dos próximos nove meses. A cada trinta dias, um estado é homenageado, iniciando a campanha com Alagoas. O projeto tem curadoria de Lili Buarque e Larissa Lisboa.

Dentro da programação o público pode encontrar intervenções visuais, dedicadas ao cinema, música, literatura, dança, entre outros. A estreante Alagoas abre o especial com a obra “À lagoas” do artista local Heway Verçosa, de 29 anos. Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Alagoas, já se destacou em diversas exposições individuais, como a “Entre Aspas” (SESC-AL, 2013) e “ser ISTO” (Pinacoteca Universitária da UFAL, 2015). Heway também fez participação no livro “Graciliano Arte 2016/17 – Imprensa Oficial Graciliano Ramos”. A pintura de Haway fica exposta na Matilha Cultural até o dia 5 de maio.

Ainda na quinta-feira, 25, o coletivo de artistas alagoanos Sururu Music se apresenta a partir das 18h. Com o objetivo de divulgar e difundir a cultura local por meio da música, dança, teatro, culinária e artes plásticas, subirão ao palco da Matilha Cultural o baixista e violinista Fernando Nunes, o trompetista e cantor Natan Oliveira, as intérpretes Negra Cinthia e Desa, e os percussionistas Rafael Coelho e China. Já na sexta-feira, dia 26, a partir das 20h, acontece o show do trio de forró alagoano Pés em Casa. Liderado pela compositora e cantora Fernanda Guimarães, o grupo explora as diversas batidas que norteiam o forró, com influências do jazz e música popular brasileira.

Também em ambos os dias o público pode conferir no Cine Matilha diversos filmes e documentários produzidos em Alagoas. No dia 26, acontece um bate-papo com a diretora e fotógrafa Alice Jardim após as exibições de seus projetos audiovisuais “Em Obra”, “Todavia”, “Diluída”, “Criatura”, “Zoé”, “Maré Viva” e “Entre Céus”.

A curadora Larissa Lisboa é jornalista graduada pela Universidade Federal de Alagoas e especialista em Tecnologias Web para negócios pela Fejal – CESMAC. Idealizadora e gestora do site Alagoar (www.alagoar.com.br), atualmente é analista em cultura audiovisual do SESC Alagoas. Já Lili Buarque, nascida em Maceió, tem carreira na região como cantora, compositora e produtora cultural. Bacharelada em Direito, busca nas artes dar vazão à sua criatividade e poesia. Seu primeiro disco, “Sereno”, foi produzido por Dinho Zampier (Figueroas) e contou com participações de Wado, Luiz de Assis e Paulo Franco, tendo entre suas conquistas uma pré-indicação ao Prêmio da Música Brasileira em 2016. Como agitadora cultural, é produtora do artista Wado e outras bandas de Alagoas, e criou o Festival Carambola em Maceió, que contou já com três edições (2017, 2018 e 2019).

Programação Completa

25 de abril
2

20h – Show com Sururu Music

Coletivo de artistas alagoanos que visa divulgar e difundir a cultura local por meio da música, dança, teatro, culinária e artes plásticas. Neste dia, o coletivo será representado pelo baixista/violonista Fernando Nunes, o trompetista e cantor Natan Oliveira, as cantoras Negra Cinthia e Desa e o percussionista Rafael Coelho.

18h – CINE ALAGOAS (PROGRAMA 1)
Duração: 70 minutos. Classificação indicativa: 12 anos

PARTEIRAS (Direção: Arilene de Castro) 

SINOPSE: Este documentário é parte integrante do Inventário de Saberes e Fazeres da Pessoa Idosa do Campo de Alagoas, que se propõe a criar ferramentas de registro, proteção e transmissão do conhecimento tradicional sustentado por sábios (as) especialistas da Produção Artesanal, Gastronomia Popular, Farmacopeia e Parteria Tradicional no Agreste e Sertão alagoanos. Filmado em Coité do Noiá, Arapiraca, Olho D?água Grande, Minador do Negrão, São Sebastião, Igaci, Palmeira dos Índios, Major Izidoro e Jaramataia.

CORAÇÃO SEM FREIO (Direção: Cris da Silva e Hallana Lamenha) 

SINOPSE: Débora não tem freio no coração.

EU ME PREOCUPO (Direção: Paulo Silver)

SINOPSE: Após a morte do marido, Jande tenta reconstruir sua vida. Paulo, seu filho, procura entender a direção que as coisas tomaram.

TERESA

SINOPSE: A vida de uma jovem Performer entra em conflito quando ela é convidada para interpretar Santa Teresa D’Ávila em um filme.21h30 – Bate papo com a diretora  e fotógrafa Alice Jardim

26 de abril

20h – Show de Pés em Casa

Trio de forró 100% alagoano liderado por Fernanda Guimarães. Exploram as diversas batidas que norteiam o forró. O recente disco “Pés Em Casa” tem uma pegada mais cosmopolita, que beira as influências do jazz e música popular brasileira, aliando essa cultura diversa ao tradicional pé de serra, estilo tão genuinamente nordestino.

20h30 – CINE ALAGOAS (PROGRAMA 2)

Duração: 55 min Classificação Indicativa: Livre

EM OBRA  (Alice Jardim) 

SINOPSE: Como se constrói um olhar?

TODAVIA (Alice Jardim)

SINOPSE: Entre vias e transformações, um organismo vivo. A cidade a partir de outro olhar ? cenas urbanas triviais ? delineando geometrias imaginárias que entrelaçam fluxos reais.

DILUÍDA  (Alice Jardim)

SINOPSE: A cidade transborda em miragens de luz.

CRIATURA (Nivaldo Vasconcelos, Alice Jardim)

SINOPSE: As amarras invisíveis se derretem e a mulher está pronta para a metamorfose.

ZOÉ  (Alice Jardim)

SINOPSE: Dançar a dança da cidade é propor discutir ou simplesmente sentir a beleza que se esconde por trás das sombras, do tráfego do trânsito, do barulho que se faz música, do vento que dança nas saias, nos cabelos, nas árvores e dentro da gente.

MARÉ VIVA ( Alice Jardim e Lis Paim)

SINOPSE: Não há em mim a cidade onde tantos homens nadam. Só maré enquanto a persigo. Um filme para Maceió.

ENTRE CÉUS (Alice Jardim )

SINOPSE: Ver a olho de pássaro, do alto, mas também ver o detalhe. A ambição de estender ao máximo a capacidade de observar acompanha a Idade do Ouro dos holandeses. O que ocorre quando olham outras terras e outro mar, vastíssimos, ao oposto da terra natal?

21h30 – Bate papo com a diretora  e fotógrafa Alice Jardim

KL JAY lança a festa TIME CODE na Matilha Cultural

Primeira edição acontece na quarta-feira, dia 10, a partir das 20h, e terá como foco valorizar o DJ de performance. A estreia será com o DJ Will Martins e discotecagem de KL Jay & Dj Ajamu

São Paulo, abril de 2019 – Um renomado nome da discotecagem e da música brasileira contemporânea, o DJ KL Jay, lança, no próximo dia 10 (quarta-feira), a partir das 20h, na Matilha Cultural, o projeto “Time Code” – uma festa de DJ para DJs. Com objetivo de valorizar o DJ de performance, a primeira edição do evento contará com o DJ Will Martins, vencedor da batalha Soco na Gangrena de 2018. A discotecagem fica por conta do idealizador e curador do projeto ao lado de seu irmão DJ Ajamu.

Toda edição da Time Code terá performances de cinco a dez minutos de nomes diversos de DJs e vendas de discos. Posteriormente serão proporcionadas ao público e aos profissionais oficinas e rodas de bate papo sobre o ofício.

Serviço:

Festa Time Code com Dj KL Jay, DJ Ajamu e performance de DJ Will Martins
Endereço: Rua Rego Freitas, 542 – República, São Paulo, SP
Data: 10/04
Horários: das 20h às 23h

Entrada Gratuita


Tríptico OCUPA MATILHA – Abertura/Opening

#TrípticoOcupaMatilha

Matilha Cultural recebe ocupação do coletivo Tríptico

Coletivo composto por Caligrapixo, Senk e Sator expõe quadro inédito criada pelos três e obras individuais. Com curadoria de Juliana Akina, exposição “Tríptico” apresenta imersão nos diferentes universos dos artistas com o objetivo de dar força à cultura urbana e independente. A ocupação acontece de 11 de abril a 10 de maio.

A parceria com a Matilha Cultural, que completa 10 anos em 2019, reforça os semelhantes objetivos de dar força e público para a cultura urbana e independente. “É respeitando o traço, o gestual e as cores de cada individualidade que se forma este coletivo. Já no primeiro contato se percebeu a imensa pluralidade no entendimento e experiência de cada integrante de Tríptico, mostrando diferenças, congruências e relações nas produções artísticas por eles exibidas”, define a curadora Juliana. Desde setembro de 2018, os três artistas criaram o coletivo Tríptico a partir da vontade de ter um espaço de produção para trocar experiências e técnicas entre eles e, acima de tudo, propagar seus trabalhos e atingir cada vez mais pessoas. O ateliê fica localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo – SP.

CALIGRAPIXO, nome artístico de Marcos P. da Silva, atua desde 1996 nas ruas de São Paulo como pixador. Conhecido pelo diferencial da sua caligrafia, criada por meio de estudos e pesquisas profundas da tipografia dos pixos paulistanos, o artista segue ao máximo o padrão de arquitetura da cidade e busca se fundir à paisagem. Em seu trabalho, desenvolveu quatro alfabetos distintos, que são considerados diferentes do que é visto pelas ruas por serem muito estilizados, uma vez que todas as letras juntas, em um emaranhado de palavras, se tornam pinturas abstratas. A proposta principal de Caligrapixo é instigar o espectador a decifrar o que foi escrito como um todo, fazendo-se notar a rua de uma outra forma e tornando-a presente no nosso cotidiano.

De São Mateus, extremo leste de São Paulo, Fabiano Serencovich, o SENK, é publicitário de formação, mas dedica a carreira às artes. Apesar da identificação pictórica urbana com o universo do street art, suas obras são pautadas na história de sua família – do norte de Minas Gerais, região de sustento do campo, com agricultura de subsistência, criação de gado, garimpo – e no ambiente rural do Vale do Jequitinhonha. O artista costuma ilustrar personagens do sertão, em cenários locais, com alta dose de surrealismo. A aparência humilde contrasta com o uso de folhas de ouro, prata e bronze, em representações estilizadas da vida rotineira.


Nascido em São Paulo, SATOR desenha desde a infância. Aos vinte anos se mudou para a Europa, onde viveu entre Espanha, Inglaterra, Alemanha e Suíça, trabalhou nas mais diversas áreas, mas nunca abandonou a arte, aproveitando para se desenvolver e trazer para as paredes, papéis e telas seus sentimentos, noções e visões da sociedade. O desenhista recria a realidade e foge do senso comum com a influência do caos urbano onde foi criado e ainda vive – a partir disso, em suas obras trazem a fragmentação em linhas e traços orgânicos que confundem formas abstratas e reais, explorando diferentes dimensões. Com pitadas de simbolismo, religião, lisergia, sensualidade, cores e transparências, busca direcionar o público a um momento de reflexão sobre a condição social e humana.

Matilha Colombiana traz dança, cinema e oficinas do país vizinho para a Matilha Cultural

Parceria com coletivo Prende La Vela transforma o primeiro sábado do mês da casa em imersões à cultura e universo da Colômbia com workshops, exibições audiovisuais e festas temáticas

São Paulo, abril de 2019 – Desde a alegria e receptividade do povo à diversidade artística, a Colômbia é um dos países vizinhos e sul americanos que mais se assemelha ao Brasil. Para trazer um pouco mais desse universo, o primeiro sábado do mês, na Matilha Cultural será dedicado à cultura colombiana. A partir do próximo dia 6 de abril acontece o “Matilha Colombiana”, uma parceria com o coletivo Prende La Vela que conta com workshops de danças e vivências locais, exibições de filmes e documentários e com festas típicas, embaladas de cumbia, mapalé, salsa, curralao, bullerengue, champeta, entre outras sonoridades.

Há um ano o Coletivo Prende La Vela, organizado por Andrea Villalobos e Nilen Cohen, leva a diversidade das danças colombianas às ruas de São Paulo. Os eventos começaram de maneira aberta e itinerante no início de 2018 com curadoria musical e apresentações baseadas nos gêneros escolhidos por nativos da Colômbia. O objetivo é disseminar a cultura do país e também gerar a troca com os passos de ritmos brasileiros.

O Matilha Colombiana estreia com a exibição do documentário “Totó” de Héctor Francisco Córdoba, oficina de cumbia e mapalé ministrada por Nilen Cohen e Andrea Villalobos, e encerra as atividades com festa ao som da DJ Kamomilah, diretamente de Cartagena.

Serviço:

Matilha Colombiana

Endereço: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542 – República, São Paulo – SP)

Data: todo primeiro sábado do mês, a partir de 06/04

Horário: 18h00 às 22h

Sujeito à lotação

Entrada Consciente

www.matilhacultural.com.br

Programação:

18h00 – Oficina de ritmos colombianos: Cumbia e Mapalé

Ministrada por integrantes do coletivo Prende La Vela, a aula é para todo o público que tem interesse em aprender os princípios básicos dos ritmos tradicionais da Colômbia

Duração: 60 minutos

Lotação: 20 pessoas

19h00 – Exibição do documentário “Totó”Direção: Héctor Francisco Córdoba

Sinopse: Totó traz uma viagem pelo Caribe colombiano, pelas suas pessoas, suas paisagens, suas tradições e sua música. Um percurso que nos permite compreender os cantos das suas mulheres e a reverberação dos tambores a partir de Totó, La Momposina, ícone da cultura e da música colombiana.

Duração: 53 min

Lotação: 68 lugares

20h00 – Festa Matilha Colombiana
Com músicas e ritmos colombianos, a DJ Kamomilah nasceu em Bogotá e viveu grande parte da sua vida na colorida e fervorosa Cartagena. Escritora apaixonada, começou suas curadorias musicais nas festas privadas da cidade amuralhada. Pesquisando ritmos como champeta, reggaeton, salsa e dance hall, chega em São Paulo em 2014 e começa uma parceria com o coletivo colombiano de dança ‘Prende la vela’ em dezembro de 2018, divulgando ritmos folclóricos em diálogo com os urbanos.


Assista “Quebra-Queixo” dirigido por Ricardo Costa e estrelando RAPadura

Com roteiro e direção de Ricardo Costa e José Simonetti e formato de trailer de um longa-metragem. As gravações foram realizadas no sertão da Paraiba, contemplando a natureza selvagem daquela região. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
A obra instiga o espectador à reflexão da dicotomia das relações sociais, baseado na letra do single que traz questionamentos ao consumismo e as diferenças sociais.
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O single faz parte do novo disco de RAPadura que já foi lançado nas plataformas digitais com produção de Carlos Cachaça e produção executiva de William Gil Aka Zulu

Nascido em Lagoa Seca, vila em Fortaleza – CE, Francisco Igor Almeida dos Santos aka Rapadura, 34 anos, teve contato com a cultura e realidade desigual do nordeste desde cedo. Ainda criança, acompanhava a mãe para os eventos musicais que aconteciam no centro da capital cearense, com raiz em cirandas e ritmos típicos, e o pai nas apresentações de sua dupla de brega: Francisco Luiz e Zé Robo. Mas foi aos treze anos, ao se mudar para o Distrito Federal com a família, que passou a ter contato com o universo do hip-hop e perceber as similaridades e possibilidades do estilo musical norte-americano com o repente, a arte de poesia improvisada brasileira.

Com facilidade e apreciação por filosofia e redação, aos 14 anos passou a escrever poesias. Mas foi com o break que iniciou sua história com rap nacional, acompanhando um vizinho que o levava para os eventos da cena. Inspirado por Câmbio Negro, Thaíde, DJ HUM, começou a fazer suas primeiras rimas. Na capital do país, foi backing vocal de G.O.G por cinco anos. Em 2008 foi lançada a mixtape “Amor Popular”, feita por fãs a partir de músicas soltas do artistas que estavam na internet. Em 2009 produziu, também de maneira independente, o EP “Fita Embolada do Engenho”, que teve muita repercussão com o sucesso “Norte Nordeste Me Veste”.

Artista independente por 21 anos, produziu, gravou e criou todos os detalhes do álbum. Um dos primeiros artistas nordestinos a produzir rap e, unir ao estilo que usa batidas e letras de protesto a tradicional cultura nordestina, como sua forma inédita de guerrilha e protesto. O estilo original chamou atenção de diversos músicos e profissionais do mercado fonográfico. Rapadura já se apresentou ao lado de Lenine, Criolo, Rashid, gravou uma participação no acústico do O Rappa, entre outros. Em 2012 conheceu Carlos Cachaça através da produtora Carol Monte, que foi jurada de um festival no Rio de Janeiro em que Rapadura estava presente. A parceria com Cachaça rendeu no single “Quebra-Queixo” e, também, no disco que será lançado em breve.

Como um trailer de um filme, a equipe da Matilha Cultural e Selo Matilha gravou “Quebra-Queixo” em um esquecido lugar histórico do Brasil, a desconhecida dos livros didáticos, Vila de Picotes, em São Mamede – município da Paraíba que foi caminho para tropeiros com destino ao litoral no século XVII. A cidade, muito explorada pelo cinema e publicidade, se tornou queridinha aos olhos de diretores e fotógrafos, como, por exemplo, na ambientação do filme “Cinema, Aspirina e Urubu” (Marcelo Gomes).

RAPadura faz lançamento do filme do novo single “Quebra-Queixo” na Matilha Cultural

No ano que a Matilha Cultural completa 10 anos de existência, o Selo Matilha, plataforma musical que fomenta a cena hip hop nacional independente desde 2010, lança o filme da nova música “Quebra-Queixo”, do músico Rapadura, disponível nas plataformas digitais desde o último dia 15. Lançamento do filme será no dia 28/03 no Cine Matilha e dia 29/03 disponível no Youtube.

Com roteiro e direção de Ricardo Costa e José Simonetti e formato de trailer de um longa-metragem, as gravações aconteceram no sertão da Paraíba e instigam o espectador à reflexão da dicotomia das relações sociais, baseado na letra do single que traz questionamentos ao consumismo e diferenças de classes. O single faz parte do novo disco de Rapadura, que será lançado posteriormente e tem produção musical de Carlos Cachaça e produção executiva de William Gil aka Zulu.

Nascido em Lagoa Seca, vila em Fortaleza – CE, Francisco Igor Almeida dos Santos aka Rapadura, 34 anos, teve contato com a cultura e realidade desigual do nordeste desde cedo. Ainda criança, acompanhava a mãe para os eventos musicais que aconteciam no centro da capital cearense, com raiz em cirandas e ritmos típicos, e o pai nas apresentações de sua dupla de brega: Francisco Luiz e Zé Robo. Mas foi aos treze anos, ao se mudar para o Distrito Federal com a família, que passou a ter contato com o universo do hip-hop e perceber as similaridades e possibilidades do estilo musical norte-americano com o repente, a arte de poesia improvisada brasileira.

Com facilidade e apreciação por filosofia e redação, aos 14 anos passou a escrever poesias. Mas foi com o break que iniciou sua história com rap nacional, acompanhando um vizinho que o levava para os eventos da cena. Inspirado por Câmbio Negro, Thaíde, DJ HUM, começou a fazer suas primeiras rimas. Na capital do país, foi backing vocal de G.O.G por cinco anos. Em 2008 foi lançada a mixtape “Amor Popular”, feita por fãs a partir de músicas soltas do artistas que estavam na internet. Em 2009 produziu, também de maneira independente, o EP “Fita Embolada do Engenho”, que teve muita repercussão com o sucesso “Norte Nordeste Me Veste”.

Artista independente por 21 anos, produziu, gravou e criou todos os detalhes do álbum. Um dos primeiros artistas nordestinos a produzir rap e, unir ao estilo que usa batidas e letras de protesto a tradicional cultura nordestina, como sua forma inédita de guerrilha e protesto. O estilo original chamou atenção de diversos músicos e profissionais do mercado fonográfico. Rapadura já se apresentou ao lado de Lenine, Criolo, Rashid, gravou uma participação no acústico do O Rappa, entre outros. Em 2012 conheceu Carlos Cachaça através da produtora Carol Monte, que foi jurada de um festival no Rio de Janeiro em que Rapadura estava presente. A parceria com Cachaça rendeu no single “Quebra-Queixo” e, também, no disco que será lançado em breve.

Como um trailer de um filme, a equipe da Matilha Cultural e Selo Matilha gravou “Quebra-Queixo” em um esquecido lugar histórico do Brasil, a desconhecida dos livros didáticos, Vila de Picotes, em São Mamede – município da Paraíba que foi caminho para tropeiros com destino ao litoral no século XVII. A cidade, muito explorada pelo cinema e publicidade, se tornou queridinha aos olhos de diretores e fotógrafos, como, por exemplo, na ambientação do filme “Cinema, Aspirina e Urubu” (Marcelo Gomes).

Inspirado no filme Os Fuzis (1964), de Ruy Guerra, na caatinga do sertão paraibano se materializou o roteiro que faz alusão a arma e a caneta como referências às relações e valores sociais. A caneta é relacionada à educação, mas pode ser encontrada nas mais diversas instituições. Bem como a arma, que é rapidamente ligada à violência, mas também está presente nos mais diversos lugares. Assim se dá essa dicotomia, através dessas dualidades das funções que o homem dá aos instrumentos. “Pessoas trabalham dia e noite para poder comprar e ter algo. O comércio brinca cada vez mais com os sonhos das pessoas, que passam a desejar aquilo que não podem possuir. Referência é quem é rico, não pelo valor, mas pela demonstração de poder constante na internet”, explica Rapadura, que na letra reforça a desigualdade baseada também no consumismo.

Sertão, fome, seca, terra permeiam a retratação captada pela luz minimalista, que respeita a iluminação local, sem mudar a proposta da realidade. O filme de “Quebra-Queixo” foi gravado em três dias, em aproximadamente seis locações, além do cenários naturais da cidade. A ideia do filme é transparecer e superar as diferenças de classes em uma cidade que remete à história, origem e cultura regional. Além, também, de empoderar a cena local, com equipe de profissionais paraibanos e também trazer a força do feminino para essa trama. A equipe contou com aproximadamente 35 profissionais locais entre eles atores, figurantes e equipe técnica.

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA A 5a CHAMADA PÚBLICA DE CINEMA INDEPENDENTE DO CINE MATILHA

Está aberta a chamada pública para seleção de filmes independentes do Cine Matilha, em mostra a ser realizada no segundo semestre de 2019.

O evento que chega este ano à sua 5ª edição, já apresentou ao público centenas de filmes independentes. Foram 109 títulos apenas em 2018, contando com curtas, médias e longas-metragens, incluindo obras de ficção e documentários produzidos por todo o Brasil.

O projeto vem dando oportunidade aos produtores independentes exibirem suas obras, e este ano não será diferente. Além da mostra, prevista para acontecer em agosto de 2019, as obras selecionadas que forem autorizadas por seus produtores, poderão ser integradas ao acervo do Cine Matilha e serem exibidas em sua programação.

As inscrições são gratuitas e estão abertas de 04 de fevereiro até 30 de abril de 2019. Serão aceitas obras produzidas por cineastas brasileiros de todos os gêneros e durações. Houve uma alteração na maneira como a obra será enviada para exibição, mudança sugerida por muitos participantes nas edições anteriores. Este ano o envio passa a ser através de links, sem a necessidade do envio da mídia física. O regulamento completo com todos os detalhes está disponível no link abaixo:

Regulamento: https://docs.google.com/…/1A8PIDqWZlzc_lmrVAm8kIjzetl…/edit…

Ficha de inscrição: http://goo.gl/forms/dx6Y6KG0MI

Para acompanhar as novidades sobre a Chamada Pública de Cinema, acompanhem as redes sociais do Cine Matilha:

Facebook: https://www.facebook.com/cinematilha/
Instagram: https://www.instagram.com/cinematilha/

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Programação MAR – Março

Matilha Cultural e Projeto MAR apresentam parceria com programação especial no mês das mulheres

Abrindo a programação da Matilha Cultural em 2019, ano que casa completa 10 anos, às terças-feiras de março terão programação com oficinas, cinema, atrações musicais feitas por e para mulheres.

São Paulo, março de 2019 – A Matilha Cultural, que completa 10 anos de luta, cultura e resistência em 2019, abre as portas  para a programação de 2019 a partir do próximo dia 12. Baseada em quatro pilares – direitos humanos, proteção aos animais, arte independente e meio ambiente – o espaço multicultural dedica as terças-feiras (12, 19 e 26) de março às mulheres, que em parceria com o projeto MAR (Mulheres Artistas em Rede) conta com agenda de oficinas, que transitam entre arte de rua, regional e empreendedorismo, e atrações musicais.

Com programação dividida em eixos temáticos, no dia 12 o foco é arte e empreendedorismo. Na oficina de grafitti “Hello My Name Is”, de Bela Gregório – jornalista e fotógrafa que usa as horas vagas para colorir os muros de São Paulo – participantes aprendem e desenvolvem suas próprias assinaturas. Em seguida,  acontece uma imersão ao mundo dos palhaços com a intervenção “Pintando Meu Palhaço” com Stela Silva, profissional do riso desde 2013 com “Chá, o Palhaço Selva”. Stela é idealizadora do projeto “A Arte de Ser Palhaço”, que desde 2017, em parceria com a ONG Sefras, oferece aulas para população em situação de rua.

No primeiro dia de programação, a música fica por conta da DJ Kiara, mulher trans e negra, que identificou na arte e militância seu lugar de luta. A agenda do dia 12 é fechada com roda de conversa sobre mulher, arte e empreendedorismo com Júlia Bueno, travesti e psicóloga do Centro de Cidadania LGBT, especializada em Psicologia Política. Também presentes nessa troca, os grupos Nós, Mulheres – de produção audiovisual composta por mulheres – e Lua Difusora de Ideias, coletivo que organiza encontros e promove o empreendedorismo entre talentos criativos femininos.

No dia 19, a cultura urbana será abordada pela oficina de zine “En-Zinando”, facilitada pela Excareca (Vitória Cristina), poeta da linha de frente do SARAU SEM RUMO, evento itinerante da capital paulistana. Ainda com esse tema, Heloísa Brandão apresentará o workshop “Vestindo-se da poética de si mesmo”, que propõe a customização de peças de roupas, refletindo o uso consciente das peças e da importância política daquilo que vestimos. O Cine Matilha exibirá o documentário “SLAM: A VOZ DO LEVANTE”, com direção de Roberta Estrela D’Alva e Tatiana Lohmann, que aborda o universo das batalhas performáticas de poesia.

Vencedora de batalhas de Slams e rimas em São Paulo, Jamilê fechará a noite do dia 19 Em parceria com o projeto RapHour – festa que acontece quinzenalmente na Matilha Cultural para mulheres que fazem RAP, comandada por DJ Nat J, DJ Esteves e DJ Mayra.  

Para encerrar a programação da mulher na Matilha Cultural, a cultura nordestina será abordada no dia 26. Com experiência em percussão há 12 anos, Maíra Nakazone levará a oficina de introdução ao pandeiro com exercícios de ritmos característicos do instrumento, como samba e xote. Em seguida, Ana na Cacimba, paulista de família Quilombola do norte de Minas Gerais, ministrará o workshop “Vivência em Coco Rural”, sobre a música do samba de coco, estrutura poética, dança percussiva, integrando-os num fazer artístico e lúdico.

A atração musical que fecha o mês das mulheres é a Banda Pitaias, formada por seis mulheres (Bê Mantoani, Luísa Montoani, Mag Magrela, Norma Odara, Natália Ferlin e Priscila Norat) que abordam os questionamentos e posicionamentos femininos em suas composições com influências dos mais diversos ritmos brasileiros.

Serviço:

Data: 12, 19 e 26/03/2019

Horário: 17h às 22h

Local: Matilha Cultural – Rua Rego Freitas, 542 – República, São Paulo

Evento geral: Entrada Consciente

Oficinas: mínimo 5 reais

Programação

12/03 – eixo temático: arte e empreendedorismo

17h às 18h30 – Oficina HELLO MY NAME IS – Facilitadora: Bela Gregório

Número de pessoas: 10 a 15.

18h40 às 20h10- Oficina de circo  (Stela Silva) Palhaçaria de Rua

Número de pessoas: 30.

19h30 às 20h30 – Apresentação DJ Kiara

20h40 às 22h – Roda de conversa – Júlia Bueno, Nós, Mulheres e Lua Difusora de Ideias  

19/03 – eixo temático: cultura urbana

17h às 18h30 – Oficina En-zinando. Facilitadora: Excareca (Vitoria Cristina)

Número de pessoas: 10 a 15.

19h às 20h30 – Filme SLAM Voz de Levante

20h às 22h –  Jamilê com projeto RapHour – Dj Nat J, Dj Esteves e DJ Mayra

26/03 – eixo temático: cultura regional – nordeste – [ Veja detalhes ]

17h às 18h30 – Oficina Introdução ao Pandeiro. Facilitadora: Maíra Nakazone   

Número de pessoas: 10 a 15.

19h às 20h30 – Oficina Vivência em Coco Rural. Facilitadora: Ana na Cacimba

Número de pessoas: 10 a 15.

20h30 às 22h – Apresentação Banda Pitaias

Sobre Mulher Artista em Rede

Mulher Artista em Rede (MAR) nasce da pergunta: onde estão as artistas mulheres no mercado de trabalho cultural? Apesar de uma crescente mobilização social que objetiva a igualdade de gênero, ao trabalhar com arte é possível perceber que ainda há muito caminho a percorrer neste sentido.

O projeto propõe o fortalecimento de laços entre as mulheres artistas com o objetivo de manter, criar e propagar a arte feminina, a partir da construção de uma rede de fortalecimento, a partir de uma ferramenta digital na qual mulheres conseguem cadastrar e acessar currículos, portfólios e vagas.

Para além da rede virtual, o projeto produz eventos com oficinas, bate-papos, exposições, apresentações e outras atividades, para que o contato entre as artistas seja direto, assim como o compartilhamento de conhecimentos entre elas.


Depois da adoção de cachorro?

Em primeiro lugar, bem-vindo ao grupo de mães e pais de cachorro! Agora que você tem um filho, mesmo que de quatro patas, precisa pensar nos cuidados de que ele precisa. E é preciso ser muito responsável com isso. Muitas doenças graves, como cinomose e doença do carrapato, podem ser prevenidas com medidas simples.

Cães adotados em ONGs ou em um Centro de Controle de Zoonoses, em geral, são castrados, vacinados e vermifugados. Isso já é muito importante. Garanta que é o caso do seu peludo e, se não for, visite logo um veterinário para consultá-lo sobre esses três pontos fundamentais.

Primeiros dias

Os primeiros dias em uma nova casa podem ser desafiadores para um cachorro adotado. Ele vai precisar se adaptar a novas pessoas (talvez até a novos irmãos peludos!) e a um ambiente completamente diferente. Por isso é tão importante compreender caso aconteça um estranhamento ou ele chore, fique assustado ou agressivo.

Ao adotar um cachorro, tente deixá-lo o mais livre possível para que comece a se sentir confortável. Ele pode fazer xixi ou cocô no lugar errado ou não se comportar perfeitamente nos primeiros dias, mas é preciso ter paciência. Aos poucos e com a sua ajuda, ele vai aprender e tudo vai ficar mais simples.

Certifique-se de que sua casa está equipada com todo o necessário antes da adoção de cachorro. Veja o que é preciso comprar para que ele se alimente, faça exercícios e fique confortável para dormir e brincar.

Domingo dia 03/03

Depois de um período inicial de adaptação do seu cachorro adotado, é importante começar a pensar em temas como adestramento e exercícios regulares. Você pode começar ensinando truques básicos em casa mesmo, como a sentar, dar a pata e deitar e, se sentir necessidade, procurar a ajuda de um profissional para tarefas mais complexas.

Lembre-se de que, após a adoção de cachorro, você precisa proporcionar atividades regulares para garantir o bem-estar físico e mental do peludo. Os benefícios do passeio são inúmeros, especialmente para cães não tão dóceis e muito agitados. Se não tiver tempo para sair por aí com ele, considere contratar um dog walker para fazer isso por você. Acredite: isso pode poupar muitos móveis roídos!