Assista “Quebra-Queixo” dirigido por Ricardo Costa e estrelando RAPadura

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Com roteiro e direção de Ricardo Costa e José Simonetti e formato de trailer de um longa-metragem. As gravações foram realizadas no sertão da Paraiba, contemplando a natureza selvagem daquela região. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
A obra instiga o espectador à reflexão da dicotomia das relações sociais, baseado na letra do single que traz questionamentos ao consumismo e as diferenças sociais.
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O single faz parte do novo disco de RAPadura que já foi lançado nas plataformas digitais com produção de Carlos Cachaça e produção executiva de William Gil Aka Zulu

Nascido em Lagoa Seca, vila em Fortaleza – CE, Francisco Igor Almeida dos Santos aka Rapadura, 34 anos, teve contato com a cultura e realidade desigual do nordeste desde cedo. Ainda criança, acompanhava a mãe para os eventos musicais que aconteciam no centro da capital cearense, com raiz em cirandas e ritmos típicos, e o pai nas apresentações de sua dupla de brega: Francisco Luiz e Zé Robo. Mas foi aos treze anos, ao se mudar para o Distrito Federal com a família, que passou a ter contato com o universo do hip-hop e perceber as similaridades e possibilidades do estilo musical norte-americano com o repente, a arte de poesia improvisada brasileira.

Com facilidade e apreciação por filosofia e redação, aos 14 anos passou a escrever poesias. Mas foi com o break que iniciou sua história com rap nacional, acompanhando um vizinho que o levava para os eventos da cena. Inspirado por Câmbio Negro, Thaíde, DJ HUM, começou a fazer suas primeiras rimas. Na capital do país, foi backing vocal de G.O.G por cinco anos. Em 2008 foi lançada a mixtape “Amor Popular”, feita por fãs a partir de músicas soltas do artistas que estavam na internet. Em 2009 produziu, também de maneira independente, o EP “Fita Embolada do Engenho”, que teve muita repercussão com o sucesso “Norte Nordeste Me Veste”.

Artista independente por 21 anos, produziu, gravou e criou todos os detalhes do álbum. Um dos primeiros artistas nordestinos a produzir rap e, unir ao estilo que usa batidas e letras de protesto a tradicional cultura nordestina, como sua forma inédita de guerrilha e protesto. O estilo original chamou atenção de diversos músicos e profissionais do mercado fonográfico. Rapadura já se apresentou ao lado de Lenine, Criolo, Rashid, gravou uma participação no acústico do O Rappa, entre outros. Em 2012 conheceu Carlos Cachaça através da produtora Carol Monte, que foi jurada de um festival no Rio de Janeiro em que Rapadura estava presente. A parceria com Cachaça rendeu no single “Quebra-Queixo” e, também, no disco que será lançado em breve.

Como um trailer de um filme, a equipe da Matilha Cultural e Selo Matilha gravou “Quebra-Queixo” em um esquecido lugar histórico do Brasil, a desconhecida dos livros didáticos, Vila de Picotes, em São Mamede – município da Paraíba que foi caminho para tropeiros com destino ao litoral no século XVII. A cidade, muito explorada pelo cinema e publicidade, se tornou queridinha aos olhos de diretores e fotógrafos, como, por exemplo, na ambientação do filme “Cinema, Aspirina e Urubu” (Marcelo Gomes).

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