Matilha

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Exibição Unica dia 2 de maio, o doc. Sem Clima - Uma república controlada pelo agronegócio

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Dia 02 de Maio, terça feira o Cine Matilha exibe o documentário de  Alceu Luís Castilho e Fabrício Lima

  Sem Clima - uma República controlada pelo agronegócio, ás 20h.

 

 

Sinopse: De Olho Nos Ruralistas lançou seu primeiro documentário: "Sem Clima - uma República controlada pelo agronegócio". Qual a relação entre a bancada ruralista e as mudanças climáticas? Ou, pensando no Acordo de Paris: com o Congresso que temos o Brasil será capaz de cumprir o acordo? Para tentar responder a essas perguntas o observatório entrevistou, durante sete meses, parlamentares e especialistas no tema. A equipe foi até Brasília conversar com os próprios ruralistas, mas acabou expulsa da sede da Frente Parlamentar da Agropecuária, uma mansão no Lago Sul. Por quê?

Desde o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, os ruralistas - que já tinham grande espaço no governo - se fortalecem ao ponto de indicar representantes em diversos postos chave do Executivo. Do Ministério da Agricultura ao Ministério da Justiça, passando pela Casa Civil. O poder político do agronegócio se multiplica.

Como eles têm agido no Congresso e no Executivo? Que leis estão aprovando, que projetos (relativos a desmatamento e terras indígenas, por exemplo) podem ameaçar os compromissos assumidos pelo Brasil? E o que pensam os parlamentares e lideranças críticos desse modelo ruralista?

 

Ficha Técnica:

Direção: Alceu Luís Castilho e Fabrício Lima

Duração: 41min.

Gênero: Documentário

Ano:2017

 

 Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1865475847038985/ 

Em exibição no Cine Matilha Com os Punhos Cerrados, de Luiz Pretti, Pedro Diogenes e Ricardo Pretti

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A partir de 25 de abril em exibição no Cine Matilha um filme de  Luiz Pretti, Pedro Diogenes e Ricardo Pretti.

 

Sinopse: De uma estação clandestina, Eugenio, Joaquim e João invadem a transmissão de rádios tradicionais com poesia, música e provocações. Eles clamam por liberdade e planejam atos subversivos, o que começa a incomodar um poderoso magnata.Elenco :Luiz Pretti, Pedro Diogenes, Ricardo Pretti, Samya de Lavor, Rodrigo Capistrano, Uirá dos Reis e Guto Parente 

 

Ficha Técnica

 

Roteiro e Direção Luiz Pretti, Pedro Diogenes e Ricardo Pretti

Assistente de Direção Julia de Simone

Nacionalidade Brasil

Ano: 2014

Duração: 74min)

 

Programação 

 

 

Abril: 

 

Dia 25/04 ás 17h 

Dias 26 e 27/04 ás 20h40

Dia 29/04 ás 15h

 

 

 

Maio:

 

Dia 02/05 ás 17h e 18h30 (SESSÃO DUPLA)

Dia 03 e 04/05 ás 20h40

 

 

 

Sobre o Cine Matilha:

O Cine Matilha é um ambiente "pet-friendly" e recebe constantemente o público com seus pets . O espaço possui 68 lugares, além de 2 lugares para cadeirantes. 

Programação totalmente gratuita

Programação Detalhada Mostra Noosfera

Segunda Parte

Início ás 20:30

Duração:1:20

 

FILME SOM (2014)

9 min.

Direção: César Gananian e Alexandre Moura

Sinopse: Roberto Michelino é um inventor de instrumentos que atravessa a cidade envolvido por sons que ele mesmo cria. A montagem plástico-sonora convida o espectador à uma imersão hipnótica e sinestésica. Um filme para ver o som e escutar a imagem.

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=NgPXmT7zzmc

 

*Prêmios e exibições: Honorable mention Itamaraty at São Paulo International Short Film Festival, 2015 (Brazil); Honorable mention at Films and Arts of Iberian expression Festival, 2015 (Portugal); Clermont-Ferrand International Film Festival, 2015 (France).

 

Piece Of a Quiet Dream (ESTREIA) (2015) 

10 min. 

Direção: Bruno Rico

Sinopse: Um escritor e seu roteiro "sem história".

Trailer: https://vimeo.com/190862344

 

*Prêmios e exibições: Melhor curta experimental no Los Angeles Film And Script Festival (2015)

 

A Semente (2012) (ESTREIA nacional)

Direção: Rica Saito

8 min.

Sinopse: Um jovem viajante parte em busca de suas raízes indígenas nas montanhas de Quito. Lá, mais do que seu passado, ele se encontrará com seu futuro.

 

Farol Invisível (ESTREIA)

Direção: Bruna Callegari

18 min. 

Sinopse: Erguido em plena metrópole de São Paulo, um farol marítimo guarda mistérios e habita o imaginário dos moradores da cidade.

 

Free Country (2016) (ESTREIA) 

16 min. 

Direção: Bruno Rico

Sinopse: Um thriller sombrio sobre corrupção, imigração e o sonho americano. 

Trailer: https://vimeo.com/189229253

 

Deusa (2016) (ESTREIA)

18 min. 

Direção: Bruna Callegari

Sinopse: Deusa trabalha como arrecadadora no pedágio da ilha em que vive. Acostumada a ver o deslocamento dos viajantes, nunca havia pensado no próprio destino. Quando uma baleia encalha na praia, Deusa se sente diferente.

Trailer: https://vimeo.com/174595300

 

*Prêmios e exibições: Kikito de Melhor Direção de Arte - 44º Festival de Cinema de Gramado; 44º Festival de Cinema de Gramado; Brasil10ª Mostra CineBH - Belo Horizonte, Brasil; 26ª Curta Cinema - Rio de Janeiro, Brasil; 18º Festival Kinoarte de Cinema - Londrina, BrasilI; V Festança Caiçara - Ilha Comprida, Brasil14º Festival de Cortos Bogoshorts - Bogotá; Colômbia39º Festival de Clermont Ferrand; França; 20ª Mostra de Tiradentes, Brasil.

 

 

Programação Detalhada Mostra Noosfera

Primeira Parte 

 

Início ás 18:00

Duração: 1:35 

 

O Sequestro da Cultura Brasileira (2006)

22 min. 

Direção: Bruno Rico

Sinopse: Um bang-bang da tragi-farsa Cultura Brasileira. 

 

Trailer de Cola na Veia (2017)

1 min. 

Direção: MaicknucleaR

S/ Sinopse

 

Cryptofagia / Jérémie Zimmermann (2016)

12 min. 

Direção: Pravida / montagem e roteiro: Diego Arvate, Diego Sampaio, Walter Vector

Sinopse: As utopias de Jérémie Zimmermann, hacker e co-autor de Cypherpunks: Liberdade e o futuro da internet.

S/ sinopse

 

Não Finalizado (2015) 

6 min. 

Direção: Gregório Gananian

S/ Sinopse

 

Peircecografado p. Signatari

1.30 min.

Edição: Ana Elisa Carramaschi / Narração: Walter Vector

S/ sinopse

 

Retroprojeção Pignatari (2015) 

7 min. 

Direção: Gregório Gananian

 

Acaso Osasco. (2016) 

12 min. 

Direção: Diego Arvate e Ж.

Sinopse: 13 de agosto de 2015, 18 mortos, 15 em Osasco. ACASO OSASCO trata de reprogramar a signatura de Décio Pignatari não apenas como a do poeta-inventor da poesia concreta, mas como a de um pensador fundante para a cultura brasileira pós-2016, aquele que, como James Joyce, quis criar a consciência incriada de sua raça.

 

Incorporação / Foice a Face (2015)

5 min. 

Direção: Macca / Encouraçado Filmes 

Sinopse: Foice a Face é um documentário que discute a Representatividade Negra nas Artes Contemporâneas. O curta-metragem resume a passagem do projeto por Salvador com foco na dança e perfomance negra.

 

7FF on¢idia Ж

8 min.

Sinopse: Na antiga China a pele do tigre representava a “constância da mudança”, no mundo Maia no caminhar do Bolom Chon (jaguar) se liam constelações: dança do cosmos. No filme se agrupam fluxos; onças pintadas, 7 pancadas, plantas-manchadas, onças-valor, aranha-flor. Matéria-energia-informação varia. Comunicação-ao lado, mais-valia de código. Commodities, bit coins, montanhas de dados.7FF On¢idia: impossibilia real da vida capital.

 

Nosotros (2016)

20 min.

Direção: Fernando Akira, Eprr

Sinopse: Ação lúdica, ritual em imagens de vida transitória livre de memória e de um corpo. Fluxo como estrutura circular não linear, destruição de camadas de projeção.

 

Após da 10 minutos de intervalo 

 

Segunda Parte de Exibição: Programação Detalhada Mostra Noosfera (parte 2)

Continua

História da Capoeira

 

Durante o século XVI, Portugal enviou escravos para o Brasil, provenientes da África Ocidental. O Brasil foi o maior receptor da migração de escravos, com 42% de todos os escravos enviados através do Oceano Atlântico. Os seguintes povos foram os que mais frequentemente eram vendidos no Brasil: grupo sudanês, composto principalmente pelos povos Iorubá e Daomé, o grupo guineo-sudanês dos povos Malesi e Hausa, e o grupo banto (incluindo os kongos, os Kimbundos e os Kasanjes) de Angola, Congo e Moçambique. 

 

Os negros trouxeram consigo para o América/Novo Mundo as suas tradições culturais e religião. A homogeneização dos povos africanos e seus descendentes no Brasil sob a opressão da escravatura foi o catalisador da capoeira. 

 

 

A capoeira foi desenvolvida pelos escravos do Brasil, como forma de elevar o seu moral, transmitir a sua cultura e principalmente como forma de resistir aos seus escravizadores, geralmente era praticada nas capoeiras, e a noite nas senzalas onde os escravos ficavam acorrentados pelos braços, o que explica o fato de a maioria dos golpes serem desferidos com os pés, foi também muito praticada nos quilombos, onde os escravos fugitivos tinham liberdade para expressar sua cultura. 

 

Há relatos de historiadores de que Zumbi dos Palmares e seus quilombolas comandados, só conseguiram defender o Quilombo dos Palmares dos ataques das tropas coloniais, porque eram exímios capoeiristas, mesmo possuindo material bélico muito aquém dos utilizados pelas tropas coloniais e geralmente combatendo em menor número, resistiram a pelo menos vinte e quatro ataques de grupos com até três mil integrantes, comandados por capitães-do-mato, e foram necessários dezoito grandes ataques de tropas militares ao Quilombo dos Palmares para derrotar os quilombolas, soldados de Portugal relatavam ser necessários mais de um dragão (militar) para capturar um quilombola, porque se defendiam com estranha técnica de ginga, pernas, cabeça e braços, muitos comandantes de tropa portugueses e até um governador-geral, consideraram ser mais difícil derrotar os quilombolas do que os holandeses. 

 

Há registros da prática da capoeira nos séculos XVIII e XIX nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro, e Recife, porém durante anos a capoeira foi considerada subversiva, sua prática era proibida e duramente reprimida. Devido a essa repressão, a capoeira praticamente se extinguiu no Rio de Janeiro, onde os grupos de capoeiristas eram conhecidos como maltas, e em Recife, onde segundo alguns a capoeira deu origem à dança do frevo, conhecida como o passo. 

 

Após mais de quatrocentos anos de perseguições e proibições, a capoeira chega aos nossos dias com conteúdo artísticos, filosóficos, culturais e sociais, se tornando uma importante forma de manifestação cultural do nosso povo.

 

Tendo sua origem afro-brasileira, sendo uma mistura de diversas lutas, danças, ritmos e instrumentos musicais de diferentes povos, a capoeira está vinculada com a história do Brasil. É a contribuição do negro, do índio e do europeu dentro da nossa sociedade. Da escravidão até os dias atuais, sua história nos mostra muita força, capacidade de adaptação e resistência. 

 

Hoje em dia, mais forte e valorizada do que nunca, essa expressão cultural, fruto da miscigenação de raças, é tão misteriosa quanto o povo brasileiro, resiste às dificuldades diversas e caminha a passos determinados para o futuro. 

 

 

"Capoeira é uma arte que engloba várias artes em uma só: é um trabalho, uma luta, uma arte, uma dança. É poesia. Tudo isto tem seu momento, ou seja, ela é o que o momento determinar. É luta nacional brasileira, filosofia de vida. Como consequência, o capoeira compreende a vida de uma maneira diferente: com mais jogo de cintura. Dessa forma, consegue suportar melhor suas dificuldades e vivenciar com mais objetividade seus sentimentos."

(Mestre Camisa – presidente da ABADÁ-Capoeira)

Sobre o Mestrando Peixe Cru

 

 

Paulo Rogério Yoneyama, o Peixe-Cru, nascido na cidade de São Paulo, em 9 de Janeiro de 1970.

Em 1981, enquanto jogava bola perto de sua casa, viu um capoeirista executando alguns movimentos de capoeira, o que despertou sua curiosidade e seu interesse pela atividade.

No mesmo ano, contrariando a vontade de sua mãe, começou a treinar na academia do Mestre Meinha, do Grupo Cruzeiro do Sul. Frequentador assíduo da academia, logo foi batizado, após duas semanas de treinos. Aproveitando em evento realizado pelo seu Mestre.

Pela sua descendência nipônica, seus familiares questionavam sua escolha pela capoeira, em vez de treinar judô, karatê ou outra arte marcial oriental. Mas a beleza da capoeira, o ritmo, a ginga e os movimentos o atraíam de maneira irresistível.

Formou-se "Professor-Mirim" em 1985 e em 1987, quando Mestre Meinha fechou a academia, começou com Peixada, seu irmão, a dar aulas de capoeira em locais alugados e na garagem e sala de sua casa, o que foi o começo da sua academia.

Durante essas atividades viajava sempre com os seus alunos, indo prestigiar eventos e batizados de outros grupos de capoeira.

Em 1991, durante um evento, teve o seu primeiro contato com a Abadá-Capoeira, onde conheceu Cobra e outros integrantes do grupo. A forma de jogar e a técnica da Abadá trouxeram de volta os sentimentos iniciais que fizeram Peixe Cru iniciar na Capoeira e ele quis saber mais sobre esse grupo.

No mesmo ano, Mestre Camisa foi ministrar um curso a São Paulo, e incentivado por um amigo, o Caco Véio, juntou as economias e inscreveu-se, com a intenção de conhecer pessoalmente Mestre Camisa.

Depois do curso, Mestre Camisa convidou os presentes para conhecer a academia do Rio de Janeiro, e Cobra o convidou para se hospedar em sua casa.

Passado algum tempo, Peixe Cru foi para o Rio, onde fez alguns treinos com a Abadá-Capoeira.

Após esses contatos iniciais, esteve presente num Batizado do Cobra, onde conversou com Mestre Camisa e começou a fazer parte da Abadá-Capoeira.

Em 1993 oficializou-se no grupo, num evento que pegou a corda roxa. Coincidentemente, foi no mesmo ano que Cobra se formou Mestrando.

Em 1995 fez a sua primeira viagem para o exterior, indo para os Estados Unidos, São Francisco, num evento realizado pela Mestranda Márcia Cigarra.

Hoje ele é um profissional, e tem a capoeira como forma de vida, tirando dessa o seu sustento e da sua família. 

Possui uma academia em São Paulo, além de dar aulas em vários locais e desenvolver uma série de trabalhos sociais.

 

Formou-se Mestrando da Abadá-Capoeira em 2005!

Sobre Mestre Ronaldo Souza

 

FORMAÇÃO ACADÊMICA E ESPORTIVA

 

• Superior em Redes de Computadores Faculdade Sumaré – cursando

 

• Instrutor de kung fu do sistema Louva-a-deus – concluído em 2010

 

APERFEIÇOAMENTO E FORMAÇÃO

 

• Certificate of “Fundamentals of Bei Shaolinquan”, pelo Shifu Nelson Ferreira da Zhong Yi Kung

 

Association, Madison, WI – USA - maios de 2014

 

• Curso de Árbitro Central pela WKFL (World Kung Fu League) – fevereiro de 2016.

 

• Curso de Regras de Arbitragem de Sanda (Boxe Chines) pela WKFL (World Kung Fu League

 

Sanda Referee Team) – Novembro de 2015.

 

• Curso General rules and refereeing team building - Head Referee Gestures in a competition

 

pela WKFL (World Kung Fu League Sanda Referee Team) – Outubro de 2014.

 

• Curso de Árbitro Lateral pela WKFL (World Kung Fu League) – fevereiro de 2014.

 

• Curso de formação de instrutores da ASKF – Maio de 2010

 

• Curso de Espada Reta Damo Jian ministrado pelo Shifu Marcus Philipe Peres Martins – agosto

 

de 2014.

 

• Curso de Taolu do estilo Leopardo (Pao Chuan) ministrado pelo Shifu Aparecido de S. Soares

 

– junho de 2014.

 

• Curso de Wushu Competitivo – Changquan de 32 movimentos, ministrado pelo Shifu Cleber F.

 

L. de Souza – Junho de 2013

 

COMPETIÇÕES

 

• Participação como árbitro chefe no 9º Campeonato Brasileiro de Kung Fu – Agosto de 2015.

 

• Participação como atleta no 8º Campeonato Brasileiro de Kung Fu – Agosto de 2014.

 

• Participação como atleta no 7º Campeonato Paulista de Kung Fu – Maio de 2014.

 

• Participação como atleta no 11º Copa Brasil Internacional de Kung Fu – Novembro de 2013.

 

• Participação como atleta no 6º Campeonato Paulista de Kung Fu – Maio de 2013.

 

• Participação como atleta no 10º Copa Brasil Internacional de Kung Fu – Novembro de 2012.

 

• Participação como atleta no 5º Campeonato Paulista de Kung Fu – Maio de 2012.

 

• Participação como atleta no 9º Copa Brasil Internacional de Kung Fu – Novembro de 2011.

 

• Participação como atleta no 5º Campeonato Brasileiro de Kung Fu – Maio de 2014.

 

• Participação como atleta no 4º Campeonato Paulista de Kung Fu – Maio de 2011.

 

• Participação como atleta no 8º Copa Brasil Internacional de Kung Fu – Novembro de 2010.

 

• Participação como atleta no 3º Campeonato Paulista de Kung Fu – Junho de 2010.

 

• Participação como atleta no 6º Copa Brasil Internacional de Kung Fu – Novembro de 2008.

 

 

Apresentação Passa a Bola...

 

Podemos definir como um evento cultural que visa integrar linguagens que estão em efervêcencianas ruas e que naturalmente já estão ligadas entre si.   

A poesia declamada dos autores da literatura periférica que está presente nos diversos saraus,  o trabalho autoral dos mc’s  que realizam seus shows e a musica selecionadas pelos dj’s nas pistas dos bailes, numa dinâmica continua de intervenções “mixadas” umas nas outras resultando em uma apresentação coletiva  onde todos tem um espaço igual pra mostrar sua arte.  

Com democratização tecnológica e a idéia de cultura independente difundida e assimilada entre os produtores de cultura atualmente, a arte de rua muito se expandiu e evoluiu em sua qualidade, desde o acesso a informação até a finalização dos diversos produtos, sejam cd’s, clipes, livros ou simplesmente no seu conteúdo.  Porem os espaços para mostrar e distribuir  assim como as condições mercadológicas de investimento não acompanham uma cena que não para de crescer e ter novos representantes. O que vemos hoje é a idéia de alguns emergentes que conquistam maiores espaços e uma agenda de atividades remuneradas e uma quantidade muito maior de artistas na batalha cotidiana para conseguir dar continuidade aos seus trabalhos.  

Com esse mesmo senso de rapidez da atualidade, seja no surgimento de novos talentos como na absorção dos lançamentos  (sabemos que hoje as pessoas querem uma amostra, uma musica, um poema pra terem o primeiro contato com a obra) propomos esse conceito, circular , “giratório” onde um poeta passa o microfone pra um mc/cantor/grupo que  passa a “vez” pra um DJ que dispara um som que o publico já tenha assimilado ou algo totalmente novo mas já finalizado... Assim os presentes conseguem manter a atenção focada nos eventos propostos.   

 

Um passa bola pra outro que chuta pra outro... Um só time onde todo mundo faz gol.

Formas de Pagamento e Política de Reembolso

Formas de Pagamentos

Cartão de crédito e Debito (Efetuar o pagamento no espaço) Deposito bancário - confirmação mediante ao envio do comprovante)

Política de Reembolso

Em caso de desistência, independente do motivo, a pessoa pode transferir sua vaga a alguém com até 2 dias ,e comunicar  troca para a organização.
Se não tiver alguém para transferir, segue a tabela abaixo;

Data

Reembolso de:

15 dias antes do evento

80% do valor total

10 dias antes do evento

40% do valor total

05 dia antes ou no dia do  evento


10% do valor total

O reembolso pode demorar até 10 dias úteis.

Entrevista com Leyla Bouzid

O filme se passa quando Ben Ali era Presidente, mas foi escrito e filmado muito tempo depois dele fugir do país. Como seu trabalho mudou em relação aos eventos chaves e históricos que recentemente ocorreram na Tunísia?

Quando a revolução aconteceu, o desejo era muito forte para filmar e representar isto. Muitos documentários foram filmados então, todos cheio de esperança, todos focados no futuro. Eu também queria filmar. Não a revolução, mas o que todos viveram e sofreram: o cotidiano sufocante, o poder total de polícia, a vigilância, o medo e paranoia do povo tunisiano nos últimos 23 anos. A revolução (ou revoltas, pontos de vista são divergentes) surpreendeu o mundo inteiro, mas não veio de lugar nenhum. Não poderíamos de repente varrer décadas de ditadura e voltar para o futuro sem examinar o passado. Para mim, era óbvio que tínhamos de rever rapidamente o passado enquanto a maré da liberdade continuava a fluir.

Como a maioria dos tunisianos, minha euforia era forte no início, seguida por sucessivas fases de encanto e desencanto. Para o filme, eu não queria que a gama de emoções conectadas a eventos em curso me influenciasse. Meu único guia era tentar consistentemente seguir a jornada emocional vivida pelos personagens durante o período histórico que é contado. O objetivo era ser o mais preciso possível em uma obra de ficção leal a um contexto histórico específico.

 

Você estava ciente das renovadas restrições sobre a liberdade durante a filmagem? Você teve receio de ver a era Ben Ali voltar à vida no olho de sua câmera?

 

Eu estava ciente de que eu tinha que filmar rapidamente, enquanto ainda havia tempo, e que era importante filmar o medo que os tunisianos sentiram quando Ben Ali estava no poder. Para memorizar as dificuldades daqueles anos que nunca queremos ver de novo, para conjurar o risco de os ver voltando novamente.

Durante a filmagem, notei que muitos já tinham esquecido o que era viver sob o regime de Ben Ali. Quando eu disse aos figurantes: "aqui há um silêncio pesado", porque sob o regime do Ben Ali não se podia ouvir tais coisas sem ficar com medo, alguns deles tiveram dificuldade em recompor o sentimento. As pessoas perderam os reflexos que tiveram durante esse período, juntamente com a memória do medo e da paranoia. De um certo ponto de vista, esquecer não é necessariamente uma coisa ruim. Como se esse período estivesse realmente atrás de nós. Mas a amnésia e o esquecimento devem ser combatidos. Esse é um dos papeis do cinema.

Você fala dos medos em relação ao sistema policial, mas existe também uma verdadeira ameaça terrorista pairando sobre a Tunísia. E, no entanto, a religião está completamente ausente do filme.

Estamos com os jovens que transbordam de energia, que fazem coisas, que querem fazer música, organizar concertos, viver sua arte. A religião não está no centro de suas vidas. É essa juventude enérgica e criativa que eu queria filmar. Juventude que luta todos os dias por sua existência, e que raramente ouvimos alguma coisa sobre. Os únicos jovens que têm voz na mídia são aqueles que se voltam para o extremismo e a violência. Pareceu importante para mim dizer que também existem jovens que são impulsionados pela vida, para lhes dar uma voz através da Farah, mostrar que ela é amordaçada por um terror que se origina do sistema. O terrorismo não é a única forma de terror.

Farah está tentando existir como um indivíduo, para ter sua voz escutada. Conhecemos "O povo Tunisiano", o "Nó s", e a "Nação"...

 

Mas qual lugar é dado ao "Eu"? A que preço este existe como um indivíduo livre na Tunísia? Você teve que pagar este preço? O que existe de você em Farah?

 

O filme faz esta pergunta: como uma pessoa pode, na Tunísia, libertar-se da família, da sociedade, do sistema? - a energia que isso requer, a resistência que ela provoca e a violência que ela pode gerar são tremendas. Seguimos a trajetó ria de Farah, que quer viver a vida ao máximo, que está plenamente viva, contra todos e todas as probabilidades, e por isso ela é punida, esmagada. Penso que na Tunísia, todos nó s pagamos um preço, quer se trate de um artista ou não, em um momento ou outro na vida, a um nível íntimo, familiar, social ou educacional. Na sociedade tunisiana, qualquer um faz concessões, ou é confrontado com inúmeros obstáculos.

A história do filme não é autobiográfica, mesmo que exista algumas situações que eu própria vivi: a de descobrir que um amigo próximo, que pertencia ao mesmo cineclube que eu, era um informante da polícia. Alguém que estava lá para nos vigiar, para nos infiltrar. Foi um choque terrível. Então, percebi que estávamos cercados e que não podíamos confiar em nada ou em ninguém.

Mas Farah é muito diferente de mim. Ela é mais impulsiva e espontânea do que eu, nunca teria sido capaz de ir tão longe quanto ela. Ela é agraciada por uma esp écie de inocência e coragem, ela não assimilou os limites que bloqueiam qualquer iniciativa. Ela é como um elétron livre.

 

Você escolheu a cantora Ghalia Benali para interpretar o papel da mãe, e deu a Baya Medhaffer seu primeiro papel, que é o da protagonista. Como as duas atrizes reagiram a esta escolha?

 

Ghalia ficou muito surpresa por eu ter contatado ela para interpretar o papel da mãe de uma cantora. A princípio, ela ficou quase ofendida. Mas finalmente, quando ela leu o roteiro, ela estava muito entusiasmada. Na personagem de Hayet, ela viu coisas que lembrou a sua própria mãe, e estava animada para desempenhar o papel. A presença de Ghalia trouxe muito para o filme: ela foi uma grande ajuda para Baya. Elas se uniram maravilhosamente e desenvolveram um ritmo próprio delas.

A última cena do filme é de fato inspirada no primeiro encontro das duas atrizes. Ghalia cantou para encorajar Baya a cantar em sua presença. Pouco a pouco, Baya começou a cantar junto com ela. Isso mexeu com Ghalia de modo que lágrimas começaram a correr por suas bochechas enquanto ela sorria. Foi muito intenso e de repente, era óbvio que este era o final do filme.

Para desempenhar o papel de Farah, precisava de uma jovem de 18 anos, muito livre, pronta e capaz de encarnar o papel, que exigia tanto o canto como a atuação. É uma parte difícil para um novato. O casting durou mais de um ano, eu me encontrei com muitas, muitas jovens, algumas delas várias vezes. Baya fez o teste de tela no início, mas eu não tinha certeza, eu estava cheia de dúvida. A escolha foi difícil e Baya realmente lutou para obter o papel. Ela absolutamente queria. Ela amava o personagem e não tinha medo de ser censurada ou de fazer algo proibido. Ela é, de fato, mais livre do que Farah, mais explosiva. Ela é excepcionalmente livre. Isso foi muito precioso para encarnar o papel e foi o que me convenceu.

Você filma duros locais de Túnis, sua vida noturna, os bares, trens, lugares muito masculinos, nos quais você entra com os olhos de uma mulher... Então você vai para o interior, principalmente para a área de mineração, onde o árido quebra a decoração do turbulento cenário urbano.

 

Existe uma barreira que separa esses dois cenários que eu sinto que deve ser quebrada, e que é possível eu fazer isso. Concretamente, durante a filmagem, é a cena em que Hayet entra no bar, que era a mais delicada. Os figurantes eram verdadeiros clientes de um bar decadente. Cada vez que nós refazíamos a cena, a atriz teve que entrar no bar novamente e em cada vez isso foi uma provação. Os homens, figurantes, olhavam com insistência, quase de forma obscena, sem nossa permissão. Todas as mulheres que participaram da filmagem sentiram a pressão do olhar deles.

 

Eu estava determinada a filmar lugares da Tunísia com suas verdadeiras atmosferas, as pessoas reais que trabalham ou passam por lá, para ser fiel à sua realidade. O trem suburbano, os bares, a estação de ônibus são filmados de forma documental. A ideia era injetar a ficção do filme nesses lugares da cidade terrivelmente vivos... até as poeiras das minas de fosfato, o viveiro de resistência quando Ben Ali estava no poder. Os trabalhadores desempenham o próprio papel deles. Esta cena cria uma ruptura no filme, permitindo dar um passo atrás em relação à história, uma espécie de zoom para trás que tenta desenhar um mapa do país. Para lembrar que as palavras das canções vêm de longe, que a impressão de sufocar é profunda, enterrada sob v árias camadas sociais. A cena é um tributo a estes trabalhadores (ainda em conflito com as autoridades de hoje), antes de tudo evocar sua resistência, que preparou o país para se levantar contra o governo. A resistência começou cedo, em 2008, muito antes da famosa tentativa de Bouazizi de se imolar.

A música no filme é o vetor para um tipo de resistência. Khyam Allami, um iraquiano, a compôs.

 

Música e dança sempre existiram na cultura popular tunisiana. A música tradicional, "Mezwed", as danças, as festividades durante os casamentos são verdadeiramente ocasiões intensas, permitindo libertação emocional para as pessoas. Hoje, o rap tunisiano está emergindo dos distritos pobres. É um verdadeiro refúgio para alguns, e manifesta um forte movimento de resistência que atinge um grande número de pessoas. O Estado est á visivelmente com medo desses rappers que protestam pelo o que eles gritam em suas canções.

 

A música foi o maior desafio do filme. Eu não só tinha que encontrar uma atriz que canta, mas eu precisava criar uma banda, compor a música, escrever as canções. Às vezes eu achava que seria impossível. Conheci inúmeros músicos, mas nunca conseguimos nos dar bem. E então um dia, por acaso, eu estava em um concerto em Paris e descobri uma banda cuja música simplesmente me chamou a atenção: o Alif Ensemble. Khyam é um dos cinco músicos de vários países árabes (Líbano, Egito, Palestina, Iraque). Sua energia, seu treinamento está muito próximo do que eu queria. (Seu primeiro álbum foi lançado em 4 de setembro de 2015).

E também descobri que o fabricante de instrumentos de cordas da banda é iraquiano e que ele morou na Tunísia nos últimos três anos. Ele falava tunisiano, conhecia os lugares onde eu queria filmar o filme, a vida underground da juventude lá, Baya ...

Tudo aconteceu muito rápido e foi realmente simples depois disso. Khyam e eu estávamos completamente em sintonia. Eu o consultei quando fiz o elenco, criamos a banda juntos. Ele compôs as músicas para a voz de Baya e ensaiou a banda por semanas antes do início da filmagem. Isso os uniu. Eles se tornaram uma banda de verdade. Todos nós amamos a música. Filmar as cenas musicais com a performance ao vivo da banda foram verdadeiros momentos de exaltação para toda a equipe de filmagem.

Para as letras eu trabalhei com um velho amigo meu, Ghassen Amami, que também trabalha no cinema. Cada canção tinha que ter um sentimento específico em relação ao momento em que era cantada no filme. Cada uma participa da dramaturgia. Algumas das canções foram escritas de uma só vez, outras exigiram várias adaptações. As letras estão profundamente enraizadas na Tunísia de hoje.

 Por: Maha Ben Abdeladhim, jornalista e escritora, Julho 2015

 

FESTIVAIS

O filme foi exibido em mais de 40 festivais, entre eles:

 FESTIVAL DE VENEZA - VENICE DAYS - PRÊMIO LABELS EURPA CINEMA

FESTIVAL DE VENEZA -  VENICE DAYS - PRÊMIO DO PÚBLICO

FESTIVAL DE TORONTO

FESTIVAL TRIBECA

FESTIVAL DE DUBAI - PRÊMIO MUHR DE MELHOR FILME FICÇÃO

FESTIVAL DE ROTTERDAM

https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif BIOGRAFIA DA DIRETORA

Leyla Bouzid (Túnis, 1984) se mudou para Paris em 2003 para estudar literatura francesa na Sorbonne e, em seguida, foi para La Fémis estudar direção. Ela dirigiu Soubresauts, seu filme de tese, na Tunísia, poucos meses antes da Revolução. Depois ela dirigiuZakaria no sul da França com atores não profissionais. Estes dois curtas-metragens receberam uma calorosa recepção em festivais na França e em outros países. Assim que Abro Meus Olhos (A peine j' ouvre les yeux) é seu primeiro longa-metragem.

FILMOGRAFIA DA DIRETORA

Un ange passe (2010 - curta-metragem) / Soubresauts (2011 - curta-metragem) / Gamine(2013 - curta-metragem) / Zakaria (2013 - curta-metragem) / Assim que Abro Meus Olhos(2015)

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