Matilha Cultural convida para programação dedicada ao Dia Mundial da Ação Humanitária

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O Dia Mundial da Ação Humanitária foi instituído em dezembro de 2008 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, para "contribuir com o aumento da consciência pública sobre o trabalho humanitário e a importância da cooperação internacional, e para homenagear todos os trabalhadores humanitários do mundo".

 

 

No dia 19 de agosto, a Matilha Cultural tem uma programação especial, dedicada ao Dia Mundial da Ação Humanitária. Será o último dia da Exposição Infância Refugiada, de Karine Garcêz. Haverá ainda leilão social das fotos feitas por Karine, além de palestra sobre "Os desafios da Ação Humanitária" com Beatriz Gurgel, mestre em Ajuda Humanitária Internacional, e o lançamento de dois livros " A Limpeza Étnica da Palestina" e o livro "Al Nakba - um estudo sobre a catástrofe palestina" com Soraya Misleh. Ainda como parte da programação, haverá apresentação musical de Salam El Saied, bazar e venda de doces árabes. O evento começa às 15 horas, com palestras e lançamento do livro às 16h.

 

A data coincide com o dia do atentado no Hotel Canal em Bagdá, no Iraque, que tirou a vida do Representante Especial do Secretário-Geral para o país e Alto Comissário para os Direitos Humanos da ONU, Sérgio Vieira de Mello, e de outros 21 funcionários das Nações Unidas, em 2003. O Dia Mundial da Ação Humanitária foi designado em memória daqueles que morreram nesse atentado a bomba, mas também em memória aos muitos trabalhadores humanitários que perderam suas vidas.

 

 

A data também enfatiza as necessidades atuais e desafios humanitários em todo o mundo, tais como ameaças aos trabalhadores de ajuda humanitária pelas diferentes partes envolvidas nos conflitos, os desafios para chegar até as pessoas que precisam de ajuda, ou a complexidade crescente do ambiente humanitário devido aos aumentos dos preços dos alimentos, à turbulência financeira global, à escassez de água e as mudanças climáticas.

 

Sobre a exposição Infância Refugiada: 

As questões que envolvem o Oriente Médio despertam, ao mesmo tempo que afastam, o olhar para as diversas realidades do mundo. A dimensão da crise é alarmante quando nos deparamos com os dados: segundo estimativa da ONU, existem hoje em todo o mundo, mais de 50 milhões de refugiados. São pessoas desenraizados de seus lares e de sua cultura, cujos direitos são em sua maioria negados. E suas primeiras e maiores vítimas são as crianças e os adolescentes.

Imersa nessa conjuntura, Karine Garcêz vivenciou e registrou a realidade dessas crianças e adolescentes refugiados em países do Oriente Médio.  Pela compreensão desse propósito vale citar que a fotógrafa é cearense da cidade de Redenção, convertida ao Islamismo há 12 anos, se dedica sobretudo ao registro de crianças e adolescentes atingidos pelos conflitos armados. Puramente desafiante, seja pela coragem em acessar ambiente hostil e de vulnerável segurança, por ser estrangeira e mulher. Estas vivências possibilitaram a Karine assimilar como a vida dos nossos j ovens está próxima às dos refugiados.

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A Exposição "Infância Refugiada" compreende a força da imagem enquanto fonte de estímulo e memória histórica neste assunto delicado e perturbante, bem como na relevância de  propagá-lo. Inovador pela circunstância que o envolve e pelo desafio enfrentado pela fotógrafa no registro das imagens.  Cientes que lidamos com um assunto presente, transversal, multidisciplinar, cujo paralelo nos remete de pronto aos cearenses que fogem da seca e migram para capital e se refugiam nos "campos favelas" urbanos.

Desse modo, abordar o tema do refúgio é promover o diálogo da diversidade e tolerância inter-religiosa e dos direitos de crianças e adolescentes para nível local nos imputa um importante desafio: instigar através desse produto cultural como a diversidade dos problemas globais são também locais , sobre o que nos une e nos difere, sobre os direitos conquistados e negados. Quando pensamos em propor um diálogo entre o que nos é familiar e o que nos é estranho, ocasionam um esforço de trazer antigas questões para outros caminhos, olhares e valores. (mais)

 

Sobre a Fotógrafa:

Convertida ao islã, meu primeiro contato com o Oriente Médio foi em visita à Arábia Saudita. Lá cumpri o Haji, a peregrinação em torno do Kaaba, repetindo passos dos profetas Adão, Abraão e Mohamed, um dos pilares de nossa fé. A vontade que senti de "congelar o instante", quando vi 5 milhões de pessoas, de diversas cultura em torno de um único sentimento me despertou para a fotografia.

Em 2012 fui à Faixa de Gaza, onde tive minhas primeiras aulas de fotografia. Em 2014 e 2015 viajei para Síria, Líbano e Turquia, desta vez com um pouco mais de conhecimento na arte de fotografar, mais que isso, o conhecimento da cultura local, importante para que possamos ter mais flexibilidade de trabalho. Isso me fez refletir sobre como o Oriente Médio é representado pela espetacularização midiática. E, consequentemente, os refugiados também são alvos dessa abordagem.

Um outro olhar

As crianças, principais vítimas da miséria humana, nos dão sorrisos, vida, esperança no futuro. Nos mostram que por trás das marcas da guerra e das suas expressões de adulto forçadamente carregadas em seus rostos, há inocência, ainda são crianças. Meu desafio era unir meu conhecimento de Relações Internacionais, fotografia e da cultura desses povos, e denunciar o drama vivido pelos pequenos refugiados. Com o apoio dado pela Al Wafaa Campaing para as viagens, tive acesso lugares onde até mesmo Organismos Internacionais não chegavam.

Fotografar é escrever com  a luz. Que esse olhar sobre as crianças, expressões de amor, lance luz sobre a questão dos refugiados e a leve aonde merece ser discutida: no peito de cada um de nós.  

 

MATILHA CULTURAL

Evento

19 de Agosto (Sábado)

Inicio as 15h 

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Serviços 
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